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cód.: 2026530580

Silêncio (aos berros) - pré-venda

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 Informações complementares
Ficha técnica:
Título: Silêncio (aos berros) 
Autor: Fred Paiva
Gênero: crônicas
Capa: Marcelo Nunes
Ano de publicação: 2026
Edição: 1ª
Dimensões: 14 x 21 cm
Acabamento: brochura
Número de páginas: 92
ISBN: 978-65-83074-75-1
 
 
 
Sobre o autor:
Fred Paiva vive em Jaraguá do Sul desde 2006 e trabalha nas artes do espetáculo, dividindo-se entre direção, dramaturgia, produção, edição e atuação. Publicou anteriormente mal que se quis (2009) e Quem matou Porfíria Reis? (2013), ambos em parceria com Suelen Rocha.
(foto do autor: Camila Silveira)
 
Sinopse:
Este livro não é uma peça. Se fosse, seus personagens prefeririam ficar calados, escondidos nas coxias. Aqui, tudo é mais como na vida mesmo. Nada é por opção. E ainda que tentem permanecer na penumbra, tudo os empurra pra cena. A luz no olho. Sem ensaio, sem saber como falar e lidar. Só a cara e falta de coragem. Mas, eles ficam lá. De pé. Estacam e encaram a plateia como dá. Esperam e se encaixam no papel que lhes coube vestir. E recebem os aplausos, no final, com olhar de quem precisa e ainda vai fugir.
 
Depoimento:
"Vou ser direto ou, pelo menos, tão direto quanto minha cabeça permite (o que não é muito direto, e você vai notar rapidamente lendo este livro): esta coletânea é sobre a distância impossível entre o que sentimos e o que conseguimos comunicar, e sobre o preço (físico, social, cósmico) de tentar fechar essa distância.
Paiva escreve como quem monta uma dramaturgia da intimidade contemporânea, com uma dicção que oscila entre o lírico e o cáustico, entre a ternura e o 'nem tá aí' mais afiado. Eviscera o cotidiano e encontra o absurdo como muito bem fazem Leonora Carrington, Murilo Rubião, Etgar Keret, George Saunders ou Rafael Sperling.
Silêncio (aos berros) pertence a essa linhagem rara de livros que entendem que a dor contemporânea é silenciosa e espetacular. O que resulta disso é generoso o suficiente para nos deixar assistir ao processo sem fingir que ele tem uma resolução limpa.
Algumas vezes, o vocabulário (setorizar, terceirizar, somatizar) é um acinte, e essa é uma das coisas mais inteligentes que o livro faz sem alardear: pegar o jargão morto da administração do RH, do capitalismo tardio e usá-lo para descrever o colapso emocional mais íntimo possível. É como se a burocracia tivesse finalmente invadido o inconsciente.
Fred construiu uma obra híbrida (nem só prosa, nem só teatro, nem exatamente poema em prosa) com direito a intervalo e sinais de teatro, mas os personagens que desfilam por ela não cabem em rubricas: um Plutão rebaixado que varre os cantos do sistema solar como um zelador invisível, um homem que expele confetes de todos os orifícios até virar produto e marca registrada, uma mulher engolida por lágrimas que se cristalizam em pedra.
Este é um livro-voz, um livro-corpo, que dá para sentir a plateia inteira dentro do peito — esperando, como todos nós, Godot."
- Carlos Henrique Schroeder

 

 

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